Blog de jandira.almeida


02/10/2010


Escrito por jandira.almeida às 18h12
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quinta-feira, 1 de maio de 2008

दम दा Noite


CIGANA DAMA DA NOITE

Quem nunca ouviu falar na Pomba-Gira Dama da Noite? É uma entidade muito conhecida e prestigiada. Muitas pessoas erroneamente dizem que a Dama da Noite é uma unidade de Maria Padilha, o que na verdade não é! Em todo o nosso estudo a respeito destas maravilhosas entidades, descobrimos que a Gira Dama da Noite foi uma das amantes de D. Pedro I na corte do Brasil.
Conta a história que esta entidade na sua época aqui na terra foi uma mulher muito bonita e rica, pois era uma das mais requisitadas cafetinas da época. Devido a sua beleza e mistério, causava um verdadeiro alvoroço nos corações e desejos dos homens da corte.. que chegavam a ofertar a esta mulher verdadeiras fortunas para passar uma noite em seus braços.
E foi através desta magia da sedução que fez esta linda mulher se afortunar e despertar curiosidade no principe herdeiro do Brasil , D. pedro I.
Na história do Brasil seu nome não é citado, pois chamava-se Helena, mais nas cartilhas e jornais da época este envolvimento chegou a gerar um certo escândalo.
Foi através da psicografia de Fábio Freitas que descobrimos a verdadeira história desta linda entidade que quando chega ao mundo, trás com ela a sua magia e sensualidade.

Escrito por jandira.almeida às 18h06
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Escrito por jandira.almeida às 17h52
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0s guardiões do terreiro, Entidades de segurança nos Templos de Umbanda

 

        Temos que começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Vamos a partir de agora ver o Exú e a Pomba Gira como aquela polícia que guarda e toma conta das ruas obedecendo sempre uma hierarquia de comando, que é o Exú chefe do Terreiro, e acima dele os guias chefes da Casa. Podemos também ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”. Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido. E as Pomba-giras seriam  as “margaridas” mulheres que trabalham também na limpeza de nossas ruas e nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa absurda e vulgar... O trabalho da Pomba Gira é sério.  É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

        O que é esse lixo? 

  • Nossos pensamentos negativos

  • Nossa sociedade desigual, perversa e preconceituosa. 

  • Nossas ações. 

  • Nossas emoções negativa se sobrepondo a nossa capacidade de amar.

        Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando. 

Escrito por jandira.almeida às 17h51
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ORAÇÃO AO SETE ENCRUZILHADAS

Saravá Santo Ântonio de Pemba!
Saravá à força do Sete!
Saravá à todos os Exus!

Ajoelhado aos teus pés, estou rogando que me escute no sopro dos sete ventos, meu grande Exú Sete Encruzilhadas.

Com a força do teu garfo que carregas nas costas e da cruz do teu peito, eu humildemente peço que tenhas vidência das dores que trago no peito aflito.

Sete Encruzilhadas Exú dos sete caminhos, senhor rei das Sete Encruzilhadas de fé, sepulte nas sete catacumbas os nossos problemas e tristezas.

És um lindo homem, um cavalheiro, andas descalço com tua linda capa de veludo, a gargalhar pela noite, venceste sete guerras, vença pelo menos uma para mim, se eu merecer pois estou em desespero.

Sete Encruzilhadas, conheces as dores e angústias do mundo onde tu vivestes, amaste, sofreste e foste humilhado, mas hoje carrega a Coroa dos infelizes e essa coroa quem te deu foi a misericórdia de pai Oxalá, nos pés de pai Olorum.

Sete Encruzilhadas, coloque debaixo de teu pé esquerdo o nome dos meus inimigos, livrando-me das invejas, calúnias e dos olhos grandes. põe no meu coração o perdão e a justiça, para me reconhecer e me corrigir das minhas faltas.

Lindo homem de cabelos negros e olhos de cristal, perfuma a minha vida com o perfume das sete rosas vermelhas.

Atenda meu pedido, te imploro Sete Encruzilhadas pois sei que os teus protegidos, tu jamais desampara.

Rei dos sete mistérios, carregas as sete chaves do destino, abra os meus caminhos e me faça feliz, pois contarei sempre com a sua proteção, agora e em todas as horas de aflição.

Saravá Sete Encruzilhadas

Escrito por jandira.almeida às 17h48
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Mãe Preta. (Acervo Preservação/DPH/SMC. Chico Saragiotto.)

Escrito por jandira.almeida às 17h34
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A inauguração ocorreu em 23 de janeiro de 1955, como parte das comemorações de encerramento do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A escolha do Largo do Paiçandu para acolher a homenagem à Mãe Preta se deveu à presença da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de ser aquele largo, desde a construção da igreja no começo do século XX, um ponto de referência para a comunidade afro-descendente de São Paulo.

O bronze da Mãe Preta ganhou foros de entidade religiosa, integrando rituais católicos e afro-brasileiros. Tornou-se comum depositar velas e oferendas aos seus pés, como flores, bebidas, comidas e pedidos em pedacinhos de papel. Transformou-se em local privilegiado para as comemorações pela libertação dos escravos, no dia 13 de maio e, mais recentemente, também pelo Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Manifestações artísticas e religiosas ocorrem ao redor da estátua da mulher negra que amamenta a criança branca, relembrando as amas de leite no período da escravidão. Em 2004, com base em pedido encaminhado pela Irmandade do Rosário dos Homens Pretos e da comunidade local, o monumento à Mãe Preta foi tombado pelo CONPRESP, reconhecendo seu valor cultural para a cidade de São Paulo.

Escrito por jandira.almeida às 17h34
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Escrito por jandira.almeida às 17h29
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        A MÃE PRETA

Afinal,o dia dela chegou;dia de homenagear um dos pilares na formação social e cultural da família brasileira nos séculos XVIII e XIX,a ama-de-leite,a mãe preta,que forjou a personalidade de muitas gerações de brasileiros,principalmente no Nordeste.

As iaiás coloniais casavam muito cedo,não só para proteção contra os apelos da carne,como também,pela escassez de mulheres brancas ,indispensáveis á formação das famílias brasileiras.

Meu S. João.casai-me cedo

Enquanto sou rapariga,

Que o milho rachado tarde

Não dá palha,nem espiga.

A ama era figura fundamental na Casa Grande.Era escolhida pela docilidade,pela higiene,pela força(física e espiritual)e pela beleza.A maioria dos criados de dentro eram angolanos,que logo se adaptavam ao dia  a dia  dos Engenhos e assimilavam facilmente os costumes e a religião dos brancos,embora jamais perdessem suas características africanas,como o linguajar “mole” e as crenças nos seus deuses primitivos.Pelo contato com as Iaiás,tornavam-se quase pessoas da família,confidentes e leva-e-trás das mocinhas e senhoras.

Mas,a função principal da ama era criar o sinhozinho,amamenta-lo,cuida-lo,embalar a sua rede,ensina-lo a falar e a rezar,enfim

,era responsável pela saúde,pela higiene e pela formação do futuro senhor de engenho.

Uma boa ama tinha que ser corpulenta,carinhosa,seus peitos deviam ser  nem muito rijos,nem moles demais,os bicos nem muito ponteagudos,nem encolhidos,segundo o médico J,B.A. Imbert.Pela boca da ama ,os guris aprendiam as primeiras palavras,os ôxente,os pru mode,absorviam superstições,como o bicho papão,o homem do surrão e o saci pererê  ,o curupira.A negra “amaciou a língua portuguesa,para desespero dos padres puristas,como fazia com a comida dos nenén,tornando a carne dura mais palatável,com o molho de ferrugem,e,o pirão mais comível,com o amassado das verduras e os caldos suculentos.As palavras,como o alimento,desmanchavam na boca.Daí vieram as palavras Cacá,bumbum,pipi,dindinha,au-au,tatá,neném,mimi,cocô,e os apelidos,as transformações dos nomes próprios portugueses:Antonio,virou Totonho,Tonho;Francisco,Chico,Chiquinho;Teresa,virou Teté;Manoel,Nézinho ou Mané;Maria,Maroca,Mariquinha,e,por aí vai.Sem esquecer os diminutivos:ioiô.iaiá,nhonhô,calu,sinhá,sinhozinho,como era chamado meu avô,com tanta freqüência que,poucos sabiam seu nome de batismo,Antonio Jerônimo.

As amas e mucamas também eram responsáveis pela iniciação sexual das iaiás e sinhozinhos,ensinando-lhes os mistérios do sexo,assunto tabu,entre as senhoras brancas;meninas que se casavam quase sempre depois da primeira menarca,com senhores mais velhos,escolhidos pelos pais,inocentes de tudo que se passava no leito conjugal,não fosse pelos “ensinamentos” das escravas.

E,as orações,então!?Ainda me lembro que aprendi e ensinei a meus filhos e netos ,as orações que minha mãe aprendeu de minha avó,que aprendeu das negras:

Com Deus me deito

Com Deus me levanto.

Com a graça de Deus

E do Espirito Santo.Ou.

Santo Anjo do Senhor,meu zeloso guardador,se a ti me confiou a piedade divina,sempre me rege,guarda,governa,ilumina amém.Ou,ainda:Sta.Anna bendita

Rogai com affecto

Por nós miseráveis

A Deus,vosso netto.(escrita no português da época).

Rendo minhas homenagens a essas mulheres extraordinárias,que tiraram o leite de seus filhos para alimentar e nutrir os filhos de seus algozes e lhes ensinou,além dos mistérios da vida,o amor,a confiança,as crenças e os valores que hoje são o alicerce das sociedades modernas.

Escrito por jandira.almeida às 17h22
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Mensagem
"A mior coisa que tem é nóis saber que somos uma maravilha.

 

Sim, eu sei que ocê pode não se sentir isso, mesmo assim ocê continua a ser uma maravilha.

 

Uai, ocê num sabia?

 

Então Mãe Preta vai ter que falar, vai ter que anunciar aos quatro ventos que ocê é maravilhosa, digna e poderosa, mesmo sentindo o que ocê sente.

 

 

- Mas Mãe Preta, eu me considero muito nervosa e irritada. Não consigo me imaginar sendo esse ser maravilhoso que a senhora diz

 

 

.- Uai, minha nêga, esse mundo é constituído pela dualidade, luz e escuridão, dor e alegria, masculino e feminino.

 

Dentro de cada um di nóis há essa ambigüidade.

 

Há um anjo e tumbém uma criança dolorida e sofrida.

 

A energia di Deus num é nem luz nem escuridão... Ela é a terceira força.

 

 

- Que papo é esse Mãe Preta? A senhora vem com essas filosofia...

 

 

- Qual o poblema, minha nêga?

 

Eu Sou como Sou e estou totalmente bem do jeito que Sou.

 

Se eu fosse amarela, branca ou azul, tumbém ia filosofar.

 

Isso pruque Eu Sou linda e maravilhosa independente do corpo que eu tenha.

 

Minha alma foi criada à imagem e semelhança di Deus.

 

É pra lá qui eu zóio.

 

Mas como eu ia dizendo pra ocê, a energia di Deus é a energia do amor, da aceitação.

 

Ela abraça ambos os opostos e os transforma em algo único, o Amor.

 

Mas nóis gosta mesmo é di fazer panca, di se achar espiritual.

 

Então cumeça a dizer que tem que eliminar negatividade, que tem que deixar de ser pancudo, que tem que se miorar.

 

Ocê tá nessa terra pra se divertir, dar gargalhada, se amar e se aceitar do jeito que é.

 

Pruque ocê num integra os opostos em ocê?

 

Ocê num consegue viver cum a imperfeição?

 

Então fica irritada com o que num consegue mudar.

 

Vai... continua nessa luta, nesse conflito interior.

 

 

- Mãe Preta então por que eu sofro se eu estou no caminho espiritual?

 

 

- Pruque ocês fazem desse caminho um caminho de luta...

 

Querem combater o mal que há em ocês. Querem eliminá-lo.

 

E por que fazem isso com ocês, tumbém querem fazer com o mundo di fora.

 

Pruque ocê num se zóia cum abertura?

 

Hein, minha nega, pruque ocê num vê a si mesma cum abertura?

 

Vive na Terra se culpando.

 

Ocê acha que eu num sei que ocê morre di medo di Deus?

 

Ocê tá sempre pensando qui num tá fazendo o suficiente, num é mesmo?

 

Oração e meditação clareiam a sua dor pra ocê exercer seu papel di anjo.

 

Por isso, rejeitar essa criança sofrida dentro di ocê atrai só porcaria pra sua vida.

 

Eu quero vê ocê se aceitá e se amar do jeito que é, minha fia.

 

Eu quero ver ocê amar todas as partes di seu ser, principalmente aquelas mais doloridas que ocê num quer revelar pra ninguém.

 

É, ocê acha que Mãe Preta num conhece ocê?

 

Ocê acha que nêga véia num sabe desse seu ódio, dessa sua raiva, dessa sua tristeza, desse seu medo?

 

O que essa criança dentro di ocê tá necessitando, hein minha nêga?

 

Ela tá percisando di respeito, di amor, di se sentir importante e aceita.

 

Quando que ocê vai parar de querer eliminar ela e tomar vergonha nessa cara?

 

Quando ocê vai exercer o papel de anjo que ocê é e cumeçar a escutar a dor dela, hein, minha nêga?

 

Ocê num percebeu ainda que tá na Terra pra curar a sua dor, a dor dessa criancinha sofrida dentro de ocê?

 

Deixa di ser pancuda e sem vergonha.

 

Assume essa sua dor e envolve ela com seu amor e aceitação.

 

Essa gente tem medo di ser rejeitada, di ser desconsiderada por mostrar a sua criança aos outros, num é mesmo?

 

Ocê acha que nêga véia num sabe?

 

Essa gente pancuda quer eliminar os defeitos, quer se espiritualizar...

 

Mas quer saber?.... ocê num vai a lugar algum desse jeito.

 

Ouve a voz dos preto, meu fio, é pelo amor e aceitação da sua própria escuridão que ocê integra as polaridades e entra no caminho da unidade.

 

Enquanto ocê num abraçar sua própria escuridão com amor e aceitação, ocê vai continuar sendo pancudo e sem vergonha.

 

Uai, minha gente, Deus caminha com ocê, mas a energia Dele é puro Amor e Aceitação.

 

Num é luta e negação, não.

 

Eu Sou essa nêga véia, sim, perfeita e maravilhosa com as porcaria que tenho, uai.

 

Vou me expressar e brilhar nessa Terra, pruque eu to unida com a força do anjo que Eu Sou e tumbém da minha criança que brinca, ri e chora.

 

 

Mãe Preta se dispedi dizendo: Muita Paz!"

Escrito por jandira.almeida às 17h13
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11/04/2009


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Escrito por jandira.almeida às 18h24
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Escrito por jandira.almeida às 18h18
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BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, Informática e Internet, Casa e jardim
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